Pôr roupa na máquina. Falta papel higiénico na casa de banho! Apanhar os brinquedos. Mudar de roupa. Reunião às três. Não há fruta em casa! Ir buscar à escola. Mudar a fralda. Fazer o jantar. Brincar às casinhas. Ensinar. Ler a história dos três Porquinhos! Trabalhar. Adormecer no sofá!
Num misto de automatismo, correria e angústia muitas mães estão muito sobrecarregadas e não sabem como sair dessa espiral. Ajuda pedir ajuda (se houver a quem pedir!).
Sorrir. Stressar. Chorar. Conseguir. Correr. Adormecer. Há muitas mães e muitas vidas. A minha foi mais ou menos assim!
Hoje em dia, numa sociedade cada vez mais individualista, são as mães (e os idosos!) quem mais sofre de solidão. Mais do que a solidão, muitas vezes é o sentimento de "incapacidade avassaladora face à enormidade dos desafios" que transforma a vida de algumas mães num profundo inferno.
Não é só esperado que o bebé esteja impecavelmente vestido. (sem uma nódoa!). Que a mãe esteja magra (sem olheiras, claro!) e energética! Que o bebé durma a noite toda. E que a mãe entretenha os convidados. Que o bebé esteja rechochundinho (mas não demais!). Que a mãe seja bem-sucedida. O bebé sorridente. A casa... "num brinco!". Que o bebé não chore! E que a mãe também não...!
Mas tudo isto dá imenso trabalho!!!! E há imensas mães que não têm ninguém que as ajude... Não recebem o suficiente para uma empregada (quanto mais interna!). Os avós estão demasiado ocupados com as suas vidas, ainda super activas... Os pais, claro, trabalham!! (dum.... mas alguém achava que eles iam ajudar? ninguém! nem nos contos de fadas!! (eles estão sempre a cavalo, ocupados em caçadas e guerras e afins!!) e as amigas... lá aparecem quando podem mas os dias têm muitas horas e há muito que fazer...
Sempre fui feminista. Oportunidades de trabalho para as mulheres e para os homens! Porque é que não há mulheres Presidentes? perguntava eu em nova... Agora já sei! Estão a limpar o cocó dos rabos dos filhos e a ajudá-los nos trabalhos de casa!
A maternidade devia ser o trabalho mais bem pago do mundo (costumo dizer...)! Não tem horário!! É das tantas às tantas e ai de nós se nos lamentarmos! O patrão é do pior!! Chora, esbarafata, envergonha-nos, e bate-nos! Lida-se com lixo tóxico e excrementos. As críticas chovem por todo o lado (ah ele deve estar com frio coitadinho só que essa camisinha tão fininha... ai os meus andavam sempre muito bem agasalhados e nunca, nunca ficavam doentes!) e não se recebe um tostão!!
Ser mãe é a "profissão" mais importante do Mundo. É devido aos sucessos e fracassos dela que há pessoas... e pessoas. Espero ter feito bem o meu trabalho! Espero que façam bem o vosso. Cientes das dificuldades, aceitando os erros e perdoando-vos quando as coisas não correm como imaginavam e não são perfeitas. A vida não o é. E os nossos bebés fantásticos também não! (mas shiu!!! não digam a ninguém!)
A blog. By: a mother and a clinical psychologist. For: mothers, fathers and anyone interested in various topics of human interest. Um blog. De uma mãe, psicóloga clínica, para as mães, pais e quem se interessar por estes temas de interesse humano.
quinta-feira, 26 de março de 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
A escola certa... anda! óh ali!! tá.
"Onde é que eu vou pôr a minha filha para o ano?? Estou a zeros!...."
Parece fácil. Depois parece uma tarefa impossível. Depois acha-se que se encontrou. E pronto lá vai ela. (e nós ficamos com a mesma incerteza do inicio... será que vai correr bem??)
Mas como é que se encontra a escola certa? Onde é que ela está? O que e que tem que ter? E não ter? Independentemente da sua filha ou filho ter 0 anos ou 18 aqui estão as variáveis a ter em conta (sem ordem):
1. é perto de casa? - A logística de ir levar e trazer é o que faz a maior parte dos pais sentirem-se mais motoristas dos seus filhos do que gostariam... mas não é só a questão prática que está em causa. Mais importante do que isto é (ou deve ser!) o impacto social e emocional de uma mudança, ou primeira colocação numa escola. O facto da escola estar perto de casa irá permitir (ou ajudar!) a uma maior socialização por parte da criança que mais facilmente poderá combinar encontros com colegas, ir para casa de amigos estudar, divertir-se no autocarro para casa (se for caso disso) ou dar boleia aos colegas (se os pais não se importarem!). Para além das festas ao fim-de-semana também terem a probabilidade de serem mais perto!!! Sim, Pais, também estou a pensar na chatice que é ter que conduzir os meninos às festas de anos (às vezes múltiplas!) que se fossem ali ao lado era uma maravilha!! Tudo isto possibilita aos filhos mais oportunidades de socialização e de reforço dos laços afectivos que têm com os seus colegas. Um detalhe: por vezes a proximidade física também pode querer dizer que o nosso filho/filha terá amigos com mais semelhanças conosco! Também escolheram aquela zona para viver... podem possuir condições sócio-económicas semelhantes às nossas (o que facilita os presentes! lol), podem ter uma perspectiva de vida parecida conosco.
2. a escola tem a ver connosco? - Não quero com isto dizer que temos todos que pôr os nossos filhos onde andámos! (até porque onde andámos tem mais a ver com os nossos pais e não necessariamente a ver conosco. Ás vezes sim; outras nem por isso!). É importante olhar para a missão da escola; os seus objectivos pedagógicos; as expectativas que têm em relação à conduta das crianças e a forma como vão disciplinar os nossos filhos. (Isto pode salvar muitas discussões desnecessárias em que tanto a escola como os pais depois percebem que não têm nada a ver e que "burros" não terem visto isso logo no início!?). Os valores da escola são partilhados por nós em casa? Há uma continuidade ou um abismo? Se houver uma continuidade a ligação dos Pais à escola vai ser natural e a da criança também. Assim a sua adaptação e vivência escolar será como a de casa. pacífica. (espera-se!).
3. o preço é "confortável"? - Convém que o preço da escola seja um preço que não obrigue a um esforço enorme por parte dos pais (sem querer isto vai ser atirado à cara mais tarde ou mais cedo!). Hoje em dia há muito "a mania" de colocar os filhos em escolas chiques e queques. Mas depois se não existe a capacidade para acompanhar isso (quer em termos da roupa que vestem todos os dias, como a casa que os pais têm ou aquilo que podem ou não fazer, não vale muito a pena e não é consistente e mais tarde ou mais cedo o que vai acontecer é a criança ser marginalizada em vez de integrada porque está demasiado entre diferentes. Em vez de os Pais ganharem contactos profissionais que deviam estar à procura noutro sítio, ou "subirem" na social light criam dificuldades aos seus filhos.
4. temos alguém conhecido lá? - Não é tanto por uma questão de infiltrado mas mais numa lógica de que será mais fácil o meu filho integrar uma escola em que tem uma colega que já conhece (ou uma cara conhecida seja lá onde for!). Já não são todos estranhos! Também ajuda mostrar a fotografia das professoras, directora da escola, visitar o espaço antes da criança começar as aulas e permitir-lhe brincar com os seus futuros colegas para que quando for o primeira dia já não seja o primeiro dia!
Tente fazer com que a sua filha/filho faça parte deste processo. Não no que ele tem de angustiante e incerto mas pelo menos a partir do momento em que já escolheu. Seguindo todas estas questões que respondeu tendo em conta o seu/sua filho/a e o que será melhor para ele/a, de certeza que tomou a decisão certa.
Parece fácil. Depois parece uma tarefa impossível. Depois acha-se que se encontrou. E pronto lá vai ela. (e nós ficamos com a mesma incerteza do inicio... será que vai correr bem??)
Mas como é que se encontra a escola certa? Onde é que ela está? O que e que tem que ter? E não ter? Independentemente da sua filha ou filho ter 0 anos ou 18 aqui estão as variáveis a ter em conta (sem ordem):
1. é perto de casa? - A logística de ir levar e trazer é o que faz a maior parte dos pais sentirem-se mais motoristas dos seus filhos do que gostariam... mas não é só a questão prática que está em causa. Mais importante do que isto é (ou deve ser!) o impacto social e emocional de uma mudança, ou primeira colocação numa escola. O facto da escola estar perto de casa irá permitir (ou ajudar!) a uma maior socialização por parte da criança que mais facilmente poderá combinar encontros com colegas, ir para casa de amigos estudar, divertir-se no autocarro para casa (se for caso disso) ou dar boleia aos colegas (se os pais não se importarem!). Para além das festas ao fim-de-semana também terem a probabilidade de serem mais perto!!! Sim, Pais, também estou a pensar na chatice que é ter que conduzir os meninos às festas de anos (às vezes múltiplas!) que se fossem ali ao lado era uma maravilha!! Tudo isto possibilita aos filhos mais oportunidades de socialização e de reforço dos laços afectivos que têm com os seus colegas. Um detalhe: por vezes a proximidade física também pode querer dizer que o nosso filho/filha terá amigos com mais semelhanças conosco! Também escolheram aquela zona para viver... podem possuir condições sócio-económicas semelhantes às nossas (o que facilita os presentes! lol), podem ter uma perspectiva de vida parecida conosco.
2. a escola tem a ver connosco? - Não quero com isto dizer que temos todos que pôr os nossos filhos onde andámos! (até porque onde andámos tem mais a ver com os nossos pais e não necessariamente a ver conosco. Ás vezes sim; outras nem por isso!). É importante olhar para a missão da escola; os seus objectivos pedagógicos; as expectativas que têm em relação à conduta das crianças e a forma como vão disciplinar os nossos filhos. (Isto pode salvar muitas discussões desnecessárias em que tanto a escola como os pais depois percebem que não têm nada a ver e que "burros" não terem visto isso logo no início!?). Os valores da escola são partilhados por nós em casa? Há uma continuidade ou um abismo? Se houver uma continuidade a ligação dos Pais à escola vai ser natural e a da criança também. Assim a sua adaptação e vivência escolar será como a de casa. pacífica. (espera-se!).
3. o preço é "confortável"? - Convém que o preço da escola seja um preço que não obrigue a um esforço enorme por parte dos pais (sem querer isto vai ser atirado à cara mais tarde ou mais cedo!). Hoje em dia há muito "a mania" de colocar os filhos em escolas chiques e queques. Mas depois se não existe a capacidade para acompanhar isso (quer em termos da roupa que vestem todos os dias, como a casa que os pais têm ou aquilo que podem ou não fazer, não vale muito a pena e não é consistente e mais tarde ou mais cedo o que vai acontecer é a criança ser marginalizada em vez de integrada porque está demasiado entre diferentes. Em vez de os Pais ganharem contactos profissionais que deviam estar à procura noutro sítio, ou "subirem" na social light criam dificuldades aos seus filhos.
4. temos alguém conhecido lá? - Não é tanto por uma questão de infiltrado mas mais numa lógica de que será mais fácil o meu filho integrar uma escola em que tem uma colega que já conhece (ou uma cara conhecida seja lá onde for!). Já não são todos estranhos! Também ajuda mostrar a fotografia das professoras, directora da escola, visitar o espaço antes da criança começar as aulas e permitir-lhe brincar com os seus futuros colegas para que quando for o primeira dia já não seja o primeiro dia!
Tente fazer com que a sua filha/filho faça parte deste processo. Não no que ele tem de angustiante e incerto mas pelo menos a partir do momento em que já escolheu. Seguindo todas estas questões que respondeu tendo em conta o seu/sua filho/a e o que será melhor para ele/a, de certeza que tomou a decisão certa.
eu - enhancing uniqueness
Estava farta de estar em casa sozinha... (hum... onde estou agora!! lol) e por isso decidi abrir um espaço na Cruz Quebrada para poder chegar a mais pessoas e para... (como as candidatas Miss Mundo!!) mudar o Mundo!! (será que estou sozinha??) Acho que não!! Encontrei mais 26 pessoas que também querem mudar o Mundo e estamos a tentar fazer isso!! Passo a passo... dia a dia... Vá!! Rápido!!
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