"Onde é que eu vou pôr a minha filha para o ano?? Estou a zeros!...."
Parece fácil. Depois parece uma tarefa impossível. Depois acha-se que se encontrou. E pronto lá vai ela. (e nós ficamos com a mesma incerteza do inicio... será que vai correr bem??)
Mas como é que se encontra a escola certa? Onde é que ela está? O que e que tem que ter? E não ter?
Independentemente da sua filha ou filho ter 0 anos ou 18 aqui estão as variáveis a ter em conta (sem ordem):
1. é perto de casa?
- A logística de ir levar e trazer é o que faz a maior parte dos pais sentirem-se mais motoristas dos seus filhos do que gostariam... mas não é só a questão prática que está em causa. Mais importante do que isto é (ou deve ser!) o impacto social e emocional de uma mudança, ou primeira colocação numa escola. O facto da escola estar perto de casa irá permitir (ou ajudar!) a uma maior socialização por parte da criança que mais facilmente poderá combinar encontros com colegas, ir para casa de amigos estudar, divertir-se no autocarro para casa (se for caso disso) ou dar boleia aos colegas (se os pais não se importarem!). Para além das festas ao fim-de-semana também terem a probabilidade de serem mais perto!!! Sim, Pais, também estou a pensar na chatice que é ter que conduzir os meninos às festas de anos (às vezes múltiplas!) que se fossem ali ao lado era uma maravilha!! Tudo isto possibilita aos filhos mais oportunidades de socialização e de reforço dos laços afectivos que têm com os seus colegas. Um detalhe: por vezes a proximidade física também pode querer dizer que o nosso filho/filha terá amigos com mais semelhanças conosco! Também escolheram aquela zona para viver... podem possuir condições sócio-económicas semelhantes às nossas (o que facilita os presentes! lol), podem ter uma perspectiva de vida parecida conosco.
2. a escola tem a ver connosco?
- Não quero com isto dizer que temos todos que pôr os nossos filhos onde andámos! (até porque onde andámos tem mais a ver com os nossos pais e não necessariamente a ver conosco. Ás vezes sim; outras nem por isso!). É importante olhar para a missão da escola; os seus objectivos pedagógicos; as expectativas que têm em relação à conduta das crianças e a forma como vão disciplinar os nossos filhos. (Isto pode salvar muitas discussões desnecessárias em que tanto a escola como os pais depois percebem que não têm nada a ver e que "burros" não terem visto isso logo no início!?). Os valores da escola são partilhados por nós em casa? Há uma continuidade ou um abismo? Se houver uma continuidade a ligação dos Pais à escola vai ser natural e a da criança também. Assim a sua adaptação e vivência escolar será como a de casa. pacífica. (espera-se!).
3. o preço é "confortável"?
- Convém que o preço da escola seja um preço que não obrigue a um esforço enorme por parte dos pais (sem querer isto vai ser atirado à cara mais tarde ou mais cedo!). Hoje em dia há muito "a mania" de colocar os filhos em escolas chiques e queques. Mas depois se não existe a capacidade para acompanhar isso (quer em termos da roupa que vestem todos os dias, como a casa que os pais têm ou aquilo que podem ou não fazer, não vale muito a pena e não é consistente e mais tarde ou mais cedo o que vai acontecer é a criança ser marginalizada em vez de integrada porque está demasiado entre diferentes. Em vez de os Pais ganharem contactos profissionais que deviam estar à procura noutro sítio, ou "subirem" na social light criam dificuldades aos seus filhos.
4. temos alguém conhecido lá?
- Não é tanto por uma questão de infiltrado mas mais numa lógica de que será mais fácil o meu filho integrar uma escola em que tem uma colega que já conhece (ou uma cara conhecida seja lá onde for!). Já não são todos estranhos! Também ajuda mostrar a fotografia das professoras, directora da escola, visitar o espaço antes da criança começar as aulas e permitir-lhe brincar com os seus futuros colegas para que quando for o primeira dia já não seja o primeiro dia!
Tente fazer com que a sua filha/filho faça parte deste processo. Não no que ele tem de angustiante e incerto mas pelo menos a partir do momento em que já escolheu. Seguindo todas estas questões que respondeu tendo em conta o seu/sua filho/a e o que será melhor para ele/a, de certeza que tomou a decisão certa.
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