quarta-feira, 15 de abril de 2015

Only in my Head!

Most psychologists are trained to "look" at what is "inside" your head. Meaning they might miss the "messages" your body is also telling you. 

My approach is global, taking an overall "look" at the "whole package"! 

Yes, if you have allergies it might also mean that you have an over protective and smothering mother but it also definitely means that you have a biological terrain that is just "waiting" for the conditions to be "perfect"!

Theses conditions have, in my perspective, lots to do... with a lot of things! And I think that that is true for a lot of mental and physical endeavors. A multitude of variable that influence, at various levels and in various degrees.

It is not enough to have a cell in trouble (due to cancer) since we have those all the time. The "trick" lies in understanding why it is not "eliminated" naturally and in reverse goes on "creating" more nearby.

The emotional surroundings, the nutritional baggage, the physical conditions, etc all play "a part" in the whole thing.

It takes more work than just looking "at your head" and at the emotional repertoire you usually use but then again the "quick fix" has to be quick! (and lasting!)

Please contact me through email teresa.psi@gmail.com if you would like to begin sessions, Skype or in person, with me.

Please contact me through Skype (or also through email enhancing.uniqueness@gmail.com) if you would like to talk about these matters in a more theoretical form. We do that at eu (enhancing uniqueness) in a team meeting Wednesday mornings from ten thirty to twelve (Greenwich time) but you and I can arrange a time that better suits you, as well. 

Taking good care of ourselves means body and "soul".


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Everyday is a challenge... lucky me!

I open my eyes... close them again... one more day... everything is the same as yesterday...

Some people "expect" life to have changed overnight, to have changed them to! A lotary they never played... a change they never made.

Everyday somebody wakes up and wishes things were different... how about making them different?

We all compain: Not enough money. Having to work. Not being happy. Being a bit too fat. Feeling exausted. Having too many worries...

Why not try this:

1. wake up... and smile!
2. look at the day (no matter how grey it looks) and... smile!
3. being alive is a wonderful thing!! (at least it gives you a chance to complain lol if you weren´t I don´t know wether you would be able to complain...)
4. try to change the things that upset you, worry you, don´t work for you, are not aligned with who you are.
5. try to figure out what you are doing wrong (others will help you with this if you let them) and then change it!
6. work hard at being a better person
7. work really hard on being yourself
8. but challenge yourself too and don´t let yourself be too much to put up with (even to yourself!)
9. take yourself really seriously (but laught at yourself once in a while!)
10. did I mention smile? even when things are tough... specially when things are really tough.

It will pass and another day will come and lucky you and lucky me who are able to have another day to share ourselves with the World!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quando ela chora... é suposto eu perceber?

Há uma pressão enorme nas mães... é suposto não terem dores no parto; saberem dar de mamar sem nunca o terem feito; mudar uma fralda antes mesmo de o fazerem; e perceberem o choro dos bebés!

Existe o mito de que as mulheres "vêm" programadas para serem mães e sabem "ler" o choro dos bebés. Se isto ocorre de uma maneira geral eu não sei mas sei que durante o tempo que a minha filha esteve em casa comigo (até aos dois anos o dia todo comigo e depois meio dia até aos três) comecei a conhecê-la e a perceber algumas coisa.

Não sendo preciso identificar o choro, há uma ordem sequencial que é importante saber: 1º fome; 2º fralda; 3º sono. Sei isto não por ser mulher mas sim porque observei e fui aprendendo. O bebé normalmente acorda porque está com fome ou pouco tempo depois de acordar fica com fome. (Típico. Eu também!) Depois de comer é normal que precise de mudar a fralda. (Os crescidos demoram mais tempo mas também é mais ou menos assim). E depois de comerem ficam com sono e querem dormir! (Conheço muitos crescidos que são exactamente assim!)

Claro que existem diferenças nos choros e ao estar com o seu bebé vai começar a habituar-se à sua linguagem mas não espere fazer isso de forma automática e imediata. É preciso ouvir, estudar para conhecer. O choro da fome é o mais... "angustiante" e parecido com o choro de dor enquanto que os restantes são só choros de desconforto. O choro das cólicas é um bocadinho entre os dois. Foi isto que aprendi com a minha filha. 

É preciso ter paciência. É normal errar. Está tudo bem se trocar tudo. Os bebés lembram-se de muito pouco nos primeiros anos. Acho que isso é "feito" assim de propósito... para não se lembrarem da quantidade de erros e parvoíçes que fazemos no principio e acharem que os pais sabem o que andam a fazer!

Hoje em dia pelo toque na testa da minha filha sei quando ela tem 38,5 e que às vezes até consegue baixar a febre sozinha. Sei isto por experiência. Não se vem ensinado sobre estas coisas eu acho. Pelo menos eu não vim!

As mães vivem em enorme angústia com a quantidade de coisas que precisam de saber; como quem se apercebe de repente que devia saber o livro todo e só estudou uma parte! Hoje em dia há a internet, os amigos, os foruns, as avós mas mais importante do que isso tudo há os vossos filhos. Deixem que sejam eles a ensinar-vos tudo o que precisam de saber. Cada um é único e por isso o manual é específico. Mas como é o vosso só precisam de saber "mexer" nesse. (pelo menos por enquanto!)

Shiuuu… que estamos todos a dormir!! (na mesma cama!)


As opiniões divergem e podem-se ouvir argumentos contra e a favor…. São quatro da manhã…”mãe… posso dormir aqui com voçês?”… Está na hora de tomar uma decisão!

Por um lado a filha dormir com os pais faz com que todos estejam mais quentes e permite uma proximidade física que aproxima afectivamente as duas gerações. Para além disso “resolve” os medos que por vezes existem à noite e que na maior parte dos casos são o “causador” principal destas visitas nocturnas e deste pedido que normalmente fica no silêncio dos deuses!

Uma coisa é deixar que a criança venha de manhã (manhã = a partir das sete) para a cama dos pais e até pode adormecer um bocadinho ou estar a brincar e/ou conversar com os pais mas quando isto acontece à noite (noite = entre a nove da noite e as sete da manhã) então basta acontecer uma vez para que a criança queira que aconteça de novo e fique triste (ou zangado ou tenha uma fúria) se isso não acontecer. (eu sei que parece incrível mas os hábitos “maus” são logo aprendidos enquanto que para aprenderem coisas importantes parece que demoram imenso tempo!).

No entanto o facto dos pais permitirem que a criança durma na cama dos pais de forma repetitiva e relativamente constante “impedem” que esta “treine” as suas competências “anti-medo”. Assim a criança terá que continuar a dormir com os pais para não se sentir assustada. E depois habitua-se e dificilmente volta a dormir na sua cama sozinha. (voltar para o frio? e para o escuro? e para a solidão?)

O que pode ter começado apenas por causa de um pesadelo que a criança teve (e que podia ter sido conversado e “resolvido”) torna-se um “problema” (para os pais que nunca pensaram que por terem um filho ficariam a dormir todos os dias com mais um elemento na cama). E atenção porque para ser todos os dias bastam apenas alguns dias!

Há questões económicas ou culturais que podem levar os pais e os filhos a dormirem juntos. A questão levanta-se quando os pais preferiam dormir só os dois; não falam nisso a ninguém por vergonha mas não sabem voltar atrás e acham que este é um mal menor porque pelo menos assim dormem! (em vez de se terem que levantar, às vezes várias vezes, durante a noite).

Resumindo: se poderem comprar um aquecedor ou uma manta; tiverem pachorra para se levantarem e tentarem perceber o que está a assustar os vossos filhos; conseguirem ser persistentes e dizerem não (e o não ser mesmo não!) e carinhosamente possam ir deitar os vossos filhos de novo e forem assertivos na segurança que lhes transmitem vão ganhar de novo o vosso espaço na vossa cama e a privacidade necessária a qualquer casal.

Atenção: muitas vezes a criança dormir na cama com os pais “impede” exactamente esta privacidade e pode até ser “usada” para que “não haja nada”. Isto são questões a resolver entre casal, provavelmente com comunicação que não está a acontecer e os pais não devem prejudicar os seus filhos impedindo-os de terem também eles próprios o seu espaço; a sua privacidade e autonomia.

Permitam aos vossos filhos usufruirem do quarto que lhes montaram com tanto carinho para que nele se possam sentir seguros mesmo na solidão da noite escura e para que cresçam crianças que sabem que têm dentro delas próprias as “ferramentas” para “lutarem” contra o que for!

Sugestões “contra” visitas nocturnas: um pouco mais de luz; mais uma manta na cama; uma lanterna ou algo especial que os protege também pode ajudar e são formas simples de resolver (mesmo!) as estadias impostas.

Ser Pais! Mas continuar casal…


Às vezes o maior desafio da parentalidade é… manter o casamento! Pode parecer estranho para quem ainda não tem filhos. Pensamos que ter um filho, sendo algo que é desejado e planeado pelos dois vai, se alguma coisa, fortalecer o casal por ser algo que "o amor unido fez". Mas para quem os tem sabe o quão é difícil “encaixar” tudo; tanto em termos de tempo como em termos de disponibilidade mental e emocional.

Há algumas “regras de ouro” que penso poderem ajudar:

Tentem ouvir. Mesmo que não percebam bem o quão difícil é estar com um pequeno ser que depende inteiramente de nós, o dia todo, a perceber o que é que ele (ou ela) querem, a fazer coisas que nunca se fez na vida como dar de mamar (ou biberon),  ou “simplesmente” fazer as “tarefas normais” como ir às compras com a logística do ovinho, carrinho de compras, carteira.. ou o avassalador sentido de responsabilidade que se ganha a conduzir porque de repente percebemos que fazemos mesmo falta no mundo se morrermos! (Se morrermos alguém fica literalmente sem comer!). Muitas vezes, em especial para a mulher é muito, muito, muito importante que o marido ouça as dificuldades sem achar pieguiçe. E… não diga nada! Ou se quiser dizer alguma coisa diga: “não consigo imaginar porque não sou mulher mas soa-me a dificil!” Isto é o tipo de “parabéns por estares a conseguir” que a mulher precisa. Já basta às vezes sentir que está a fazer tudo mal... não batam mais no ceguinho! E homens… se querem propor uma solução (o que é típico e se fossemos homens queriamos ouvi-la) façam isso com jeitinho! (como se fossem burros – e nestes desafios de ser mãe até são!) É como quem pisa areias movediças… podem ficar lá presos e só piorar as coisas!

Tentem compreender. O exercício de nos colocarmos no lugar do outro é super importante aqui. Ambos passam a sentir um grau de responsabilidade tão elevado e tão repentino que parece até que a própria Terra abalou e ninguém mais sentiu senão os dois! Tanto a mãe; do qual é exigido tanto (bebé perfeito; mãe perfeita; casa perfeita; mulher perfeita) e que faça tudo isto com facilidade e sem se queixar; como o pai, que se sente sobrecarregado no papel de protetor e "provider" tem direito em estar a passar uma fase de enormes desafios.

Ajudem-se mutuamente! Vejam se há forma de se estarem a ajudar e apoiar mais um ao outro. Um fazer o jantar enquanto o outro dá banho; ou coordenarem-se de forma a quando dão banho as tarefas estão definidas e um funciona de assistente ao outro (sem darem sugestões da bancada! Quando o banho acabar e estiverem no sofá com a criança a dormir aí podem dizer: olha estive a pensar e acho que se calhar se a toalha estiver mais perto de nós dá mais jeito… mas sem insinuar que a criança ficou roxa!). Há que lembrar que esta fase é altamente estressante para ambos, (mesmo que não aparentem estar. Estão!) e portanto com os nervos à flor da pele às vezes as coisas soam mal sem o serem!

Perdoem-se e passem ao próximo desafio! Não vale a pena amuar porque ele disse uma parvoíçe no jantar de família com a sogra! Digam-lhe que não gostarem e o que acontece da próxima vez que fizerem algo parecido! (os homens são um bocadinho como as crianças… há que os educar!). E se amuarem eles não vão perceber nada (porque de telepatia têm mesmo muito pouco…) e só se vão afastar mais porque não têm pachorra para amuos… (talvez no principio do namoro sim mas agora?) Têm coisas mais importantes que vos podem separar por isso há que se concentrarem nas coisas boas e no que vos uniu.

Lembrem-se o quanto gostam um do outro. É muito boa ideia ver álbuns de fotografia e lembrarem-se daquelas férias fantásticas ou daquela noite maluca! Quando olham para o lado não o façam só com as raivinhas desse dia mas com o amor que faz com que, apesar de tudo, tenha passado mais um dia em que estão ainda juntos. O amor faz coisas extraordinárias. Aquele pequeno ser, mesmo quando chora a meio da noite, é uma prova viva disso mesmo.

Marquem tempo um para o outro. Sim agora é preciso marcar!! Na agenda!! E sim é preciso perguntar à mãe se podem, à criança se deixa e ao cão que não ladre! O mais fácil é ser um dia por semana, todas as semanas porque assim todos se habituam! E voçês também! As primeiras vezes a mãe vai estar… com fogo no rabo! Não é fácil deixar a cria… um animal não o faria descansadamente de ânimo leve e as mães para além da culpabilidade emprestada pela sociedade também são… mamíferas! Depois torna-se mais fácil e qualquer dia até falam de outra coisa sem ser o bebé! (eu disse qualquer dia… têm que esperar um bocado…)

Sejam pacientes! Todas estas regras “exigem” paciência. Tolerância. Calma. Toda esta fase é… exigente. Mas é uma fase. Passa. E qualquer dia até têm “saudades” (lembram-se com nostalgia) das vezes que o bebé chorava e que voçês tontos achavam que eram cólicas e puseram-se a fazer ginásticas com as pernas e o bebé afinal estava era com fome!! Lol

Se tudo corer bem passam esta fase… juntos! Porque não é preciso que o bebé vos afaste! Ele pode mesmo ajudar-vos a ver o melhor que há em cada um de voçês e o quão gostam um do outro que até aturam muito do mau também! Não esperem que tudo seja perfeito. A vida não é assim. (E ainda bem!! Porque eu também não sou!)

"Por detrás de todas estas "regras" está algo implícito que é o mais importante de tudo! Amar e comunicar esse amor! Senão o outro não sabe! E o mais importante, na vida, para qualquer um de nós é: sentir o amor que o outro sente por nós! Sem isso... não temos "alimento"!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Tens um mano! Porque é que não estás contente?



Não é por acaso que temos nove meses de gestação e não acho que seja só para a mãe, que seja necessário todo este tempo, que também é de adaptação. Quando se tem outro filho/filha é muito importante que se vá falando do bebé que há de vir e do que isso vai significar para toda a família.

Parece esquisito estar a mencionar uma coisa aparentemente tão óbvia mas às vezes os pais acham que a criança percebe o que significa ter um mano mas isso na maior parte dos casos não é de todo verdade!!

As crianças acham que ter um mano é ter o seu melhor amigo colega da escola em casa todos os dias a brincarem e dormirem e brincarem, e brincarem todos os dias! Um bebé é muito diferente disto… mas eles normalmente não pedem um bebé! Eles pedem um mano!

É como pedir um cão… e ter… um cágado! Um cão quando é pequenino quer interagir e brincar, e dorme e brinca, e brinca… e brinca! Um cágado…. É um bocadinho diferente! Dorme e come…. e olha… e dorme e… dorme!

Aproveitem os nove meses para ir mencionando que no principio precisam da ajuda dele/dela para avisar quando o bebé está a chorar… para ir buscar os dodots, para fazer companhia ao bebé e dar-lhe muitas festinhas! Quanto mais “usarem” os vossos filhos nas tarefas com o novo bebé mais eles se vão apercebendo e preparando para o que vem aí! (e esta é a forma de “combate” aos ciúmes)

Pensem que, para os vossos filhos, que queriam um mano (tradução: criança da idade dele com quem brincam o tempo todo!) têm uma “coisa” bem diferente!! Claro que por muitos ensaios que hajam a noite do espetáculo é sempre outra coisa! E é dificil prepararmo-nos para algo que nunca experienciamos antes. Imaginem que chegam a casa e que o vosso marido está na vossa cama com outra nos braços… é assim que eles se sentem.

Traídos no vosso amor que agora é dado a outro. E que ainda por cima toda a gente adora! E que não tem piada nenhuma!! Só chora! E come! E dorme! Qual é a piada? Porque é que ei-de estar contente? O tio dantes vinha cá a casa e atirava-me ao ar… agora só faz caretas ao bébé! E trazem imensos presents como se fosse Natal mas depois nenhum é para mim!! São todos para o bebé que nem sequer lhes liga nenhuma!!

Daí a importância de englobarem o vosso (ou vossos) filho(s) em todo o processo. E é tão fácil fazerem isso: a criança sente o curação do bebé, fala com ele ainda na barriga, ajuda a decorar o quarto e dá alguns dos seus peluches e coisas de bebé que já não quer (porque já é crescido!). No principio ajuda a mãe: escolhe entre dois babygrows para o mano vestir, fica a olhar pelo bebé enquanto a mãe fala ao telefone, depois pode fazer cucu e tonteiras para o mano se rir e brincar às escondidas.  

Primeiro vai ter um bebé mas depois tem um irmão ou irmã para a vida! Uma das ligações mais fortes que há!

quinta-feira, 26 de março de 2015

E….. eu? Os desafios da maternidade na sociedade actual.

Pôr roupa na máquina. Falta papel higiénico na casa de banho! Apanhar os brinquedos. Mudar de roupa. Reunião às três. Não há fruta em casa! Ir buscar à escola. Mudar a fralda. Fazer o jantar. Brincar às casinhas. Ensinar. Ler a história dos três Porquinhos! Trabalhar. Adormecer no sofá!

Num misto de automatismo, correria e angústia muitas mães estão muito sobrecarregadas e não sabem como sair dessa espiral. Ajuda pedir ajuda (se houver a quem pedir!).

Sorrir. Stressar. Chorar. Conseguir. Correr. Adormecer. Há muitas mães e muitas vidas. A minha foi mais ou menos assim!

Hoje em dia, numa sociedade cada vez mais individualista, são as mães (e os idosos!) quem mais sofre de solidão. Mais do que a solidão, muitas vezes é o sentimento de "incapacidade avassaladora face à enormidade dos desafios" que transforma a vida de algumas mães num profundo inferno.

Não é só esperado que o bebé esteja impecavelmente vestido. (sem uma nódoa!). Que a mãe esteja magra (sem olheiras, claro!) e energética! Que o bebé durma a noite toda. E que a mãe entretenha os convidados. Que o bebé esteja rechochundinho (mas não demais!). Que a mãe seja bem-sucedida. O bebé sorridente.  A casa... "num brinco!". Que o bebé não chore! E que a mãe também não...!

Mas tudo isto dá imenso trabalho!!!! E há imensas mães que não têm ninguém que as ajude... Não recebem o suficiente para uma empregada (quanto mais interna!). Os avós estão demasiado ocupados com as suas vidas, ainda super activas... Os pais, claro, trabalham!! (dum.... mas alguém achava que eles iam ajudar? ninguém! nem nos contos de fadas!! (eles estão sempre a cavalo, ocupados em caçadas e guerras e afins!!) e as amigas... lá aparecem quando podem mas os dias têm muitas horas e há muito que fazer...

Sempre fui feminista. Oportunidades de trabalho para as mulheres e para os homens! Porque é que não há mulheres Presidentes? perguntava eu em nova... Agora já sei! Estão a limpar o cocó dos rabos dos filhos e a ajudá-los nos trabalhos de casa!

A maternidade devia ser o trabalho mais bem pago do mundo (costumo dizer...)! Não tem horário!! É das tantas às tantas e ai de nós se nos lamentarmos! O patrão é do pior!! Chora, esbarafata, envergonha-nos, e bate-nos! Lida-se com lixo tóxico e excrementos. As críticas chovem por todo o lado (ah ele deve estar com frio coitadinho só que essa camisinha tão fininha... ai os meus andavam sempre muito bem agasalhados e nunca, nunca ficavam doentes!) e não se recebe um tostão!!

Ser mãe é a "profissão" mais importante do Mundo. É devido aos sucessos e fracassos dela que há pessoas... e pessoas. Espero ter feito bem o meu trabalho! Espero que façam bem o vosso. Cientes das dificuldades, aceitando os erros e perdoando-vos quando as coisas não correm como imaginavam e não são perfeitas. A vida não o é. E os nossos bebés fantásticos também não! (mas shiu!!! não digam a ninguém!)