terça-feira, 7 de abril de 2015

Shiuuu… que estamos todos a dormir!! (na mesma cama!)


As opiniões divergem e podem-se ouvir argumentos contra e a favor…. São quatro da manhã…”mãe… posso dormir aqui com voçês?”… Está na hora de tomar uma decisão!

Por um lado a filha dormir com os pais faz com que todos estejam mais quentes e permite uma proximidade física que aproxima afectivamente as duas gerações. Para além disso “resolve” os medos que por vezes existem à noite e que na maior parte dos casos são o “causador” principal destas visitas nocturnas e deste pedido que normalmente fica no silêncio dos deuses!

Uma coisa é deixar que a criança venha de manhã (manhã = a partir das sete) para a cama dos pais e até pode adormecer um bocadinho ou estar a brincar e/ou conversar com os pais mas quando isto acontece à noite (noite = entre a nove da noite e as sete da manhã) então basta acontecer uma vez para que a criança queira que aconteça de novo e fique triste (ou zangado ou tenha uma fúria) se isso não acontecer. (eu sei que parece incrível mas os hábitos “maus” são logo aprendidos enquanto que para aprenderem coisas importantes parece que demoram imenso tempo!).

No entanto o facto dos pais permitirem que a criança durma na cama dos pais de forma repetitiva e relativamente constante “impedem” que esta “treine” as suas competências “anti-medo”. Assim a criança terá que continuar a dormir com os pais para não se sentir assustada. E depois habitua-se e dificilmente volta a dormir na sua cama sozinha. (voltar para o frio? e para o escuro? e para a solidão?)

O que pode ter começado apenas por causa de um pesadelo que a criança teve (e que podia ter sido conversado e “resolvido”) torna-se um “problema” (para os pais que nunca pensaram que por terem um filho ficariam a dormir todos os dias com mais um elemento na cama). E atenção porque para ser todos os dias bastam apenas alguns dias!

Há questões económicas ou culturais que podem levar os pais e os filhos a dormirem juntos. A questão levanta-se quando os pais preferiam dormir só os dois; não falam nisso a ninguém por vergonha mas não sabem voltar atrás e acham que este é um mal menor porque pelo menos assim dormem! (em vez de se terem que levantar, às vezes várias vezes, durante a noite).

Resumindo: se poderem comprar um aquecedor ou uma manta; tiverem pachorra para se levantarem e tentarem perceber o que está a assustar os vossos filhos; conseguirem ser persistentes e dizerem não (e o não ser mesmo não!) e carinhosamente possam ir deitar os vossos filhos de novo e forem assertivos na segurança que lhes transmitem vão ganhar de novo o vosso espaço na vossa cama e a privacidade necessária a qualquer casal.

Atenção: muitas vezes a criança dormir na cama com os pais “impede” exactamente esta privacidade e pode até ser “usada” para que “não haja nada”. Isto são questões a resolver entre casal, provavelmente com comunicação que não está a acontecer e os pais não devem prejudicar os seus filhos impedindo-os de terem também eles próprios o seu espaço; a sua privacidade e autonomia.

Permitam aos vossos filhos usufruirem do quarto que lhes montaram com tanto carinho para que nele se possam sentir seguros mesmo na solidão da noite escura e para que cresçam crianças que sabem que têm dentro delas próprias as “ferramentas” para “lutarem” contra o que for!

Sugestões “contra” visitas nocturnas: um pouco mais de luz; mais uma manta na cama; uma lanterna ou algo especial que os protege também pode ajudar e são formas simples de resolver (mesmo!) as estadias impostas.

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